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Institucional

Caracterização Institucional

O Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, E.P.E. (IPOCFG, E.P.E.) é uma unidade hospitalar que integra a rede de prestação de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde e a plataforma de tipo A da rede de referenciação hospitalar de oncologia, o que lhe atribui responsabilidades de topo no diagnóstico e tratamento da doença oncológica em toda a Região Centro, com uma população estimada de dois milhões de habitantes.

 

A publicação do Decreto-Lei n.º 93/2005, de 7 de Junho, procedeu à transformação do estatuto jurídico da instituição que passou a revestir a natureza de entidade pública empresarial (E.P.E.), em substituição do anterior estatuto que lhe conferia a natureza de sociedade anónima (S.A.). O Decreto-Lei n.º 233/2005, de 29 de Dezembro, aprovou os correspondentes estatutos e efectivou aquela transformação a partir de 31 de Dezembro de 2005.

 

O IPOCFG, E.P.E. dispõe de uma lotação de 231 camas, na qual se inclui o “Hotel” para doentes, estrutura inovadora no panorama de prestação de cuidados de saúde em Portugal.

 

A posição de topo da instituição na cadeia de referenciação hospitalar em oncologia, confere-lhe uma assinalável concentração de diferenciados meios tecnológicos e humanos. Actualmente, conta com cerca de 1000 colaboradores.

O estudo médico e tratamento da doença oncológica em Portugal remontam ao princípio do século XX.

A 29 de Dezembro de 1923, por Decreto do Ministério da Instrução Pública era criado o Instituto Português para o Estudo do Cancro, então com sede provisória no Hospital Escolar de Santa Marta.

O poder político reconhecia assim o imperativo sanitário do estudo e tratamento do cancro mas também, o trabalho meritório que neste campo nomes consagrados da medicina portuguesa vinham a desenvolver. De entre os seus mais ilustres destacava-se o Prof. Doutor Francisco Gentil que vê concretizado um dos maiores sonhos da sua vida, quando a 29 de Dezembro de 1927, é inaugurado o primeiro pavilhão do I.P.O. – o primeiro Centro Regional da luta contra o cancro em Portugal.

Em Coimbra, três décadas depois, o Prof. Doutor Luís Raposo empenha-se na mesma causa defendendo a criação de um centro anticanceroso capaz de dar resposta à população do Centro do País, o que veio a acontecer em 1953 com a aquisição de uma pequena vivenda – o primeiro edifício sede do Centro de Coimbra do I.P.O.. Depois das obras de adaptação que se impunham, o Centro dá início à sua actividade em 1962 e, em 1977, autonomiza-se relativamente a Lisboa. Era o processo natural de emancipação de uma estrutura, cujo crescimento, tornara imprescindível.

Da pequena vivenda adquirida em 1953, até aos nossos dias, decorreu mais de meio século. Demolindo velhas estruturas e remodelando outras, modernizando equipamentos e espaços, a instituição não tem parado de crescer, fiel ao seu mais nobre compromisso – a excelência do bem cuidar o doente oncológico.

Anos mais tarde seria adquirida uma vivenda contígua, tornando possível, após demolição, expandir o edifício da cirurgia, acrescentando-lhe o actual internamento de ginecologia e a unidade de cuidados intermédios.
O edifício da radioterapia, desde sempre associado ao respectivo tratamento e que se confunde com o próprio início da actividade da instituição foi objecto, ao longo dos anos de várias obras de manutenção e restauro, acompanhadas por um desenvolvimento notável do seu “plateau” técnico.

Este esforço de adequação da estrutura às necessidades, vem a ganhar maior visibilidade nos últimos anos e é orientado, fundamentalmente, por três vertentes:

  • Expansão do “campus” hospitalar;
  • Crescimento da capacidade instalada;
  • Melhoria das condições de bem-estar e conforto.

Tomando por base 1990, 1995, 2001 e 2008 como anos de referência e os respectivos intervalos de tempo, a evolução denota aspectos muito positivos que se passam a destacar.

1990 – 1995

Procede-se à autonomização física das três vertentes de prestação de cuidados que constituem o Departamento de Oncologia Médica, através da:

  • Transferência do respectivo internamento para área situada em edifício devoluto, por inacabado (piso 3);
  • Concentração das consultas no mesmo edifício (piso 2 – ala esquerda);
  • Instalação de um novo Hospital de Dia localizado no mesmo edifício ( piso 2 – ala direita);
  •  Em 1993 é lançada a primeira pedra para a construção de um novo edifício destinado à centralização da maior parte das consultas externas;
  • Em Setembro de 1995 o edifício estava pronto a funcionar, pondo cobro à situação de grande precariedade em que funcionavam estas consultas, concentradas num pré-fabricado e em espaço saturado.
1996 – 2001
  • A construção de tipo pavilhonar da instituição, cedo impôs a necessidade de proceder à ligação dos edifícios, processo iniciado anos antes, mas só concluído em 1996. Estas ligações, nomeadamente as aéreas e subterrâneas, vieram permitir que a circulação dos doentes se passasse a processar sempre pelo interior dos edifícios, resguardando-os da imprevisibilidade das condições meteorológicas;
  • Em 1996 o Serviço de Radioterapia inicia os tratamentos de radiocirurgia constituindo-se o IPO de Coimbra um dos dois únicos centros do país a disponibilizar esta técnica;
  • Em 1997 começam a desenhar-se novos desafios para a instituição. Antigamente ocupado pelos gabinetes da administração, o piso 0 do edifício da Cirurgia entra em obras para dar lugar ao actual internamento de cabeça e pescoço e urologia.
  • Ainda em 1997, O IPO de Coimbra é contemplado com o 2.ª Prémio Nacional de Humanização e Qualidade dos Serviços de Saúde, que viria a premiar um conjunto de iniciativas que vão desde as amenidades, ao acolhimento e atendimento do doente, divulgação de material informativo, até à formação dos profissionais mais relacionada com a vertente comportamental.Cuidar do doente oncológico em ambiente humanizado, constituiu desde sempre um objectivo importante a prosseguir, sobejamente referido nos Planos de Acção e concretizado nos diversos projectos que a instituição tem vindo a levar a efeito;
  • A 20 de Maio de 1998 é inaugurada a nova unidade de internamento da cirurgia de cabeça e pescoço e urologia, com uma lotação de 30 camas;
  • Nesse mesmo ano, e no terreno deixado devoluto pela demolição do pré-fabricado do antigo ambulatório, iniciam-se as fundações para a construção de um novo edifício que, ao criar uma unidade de cuidados paliativos destinada a dar qualidade de vida aos doentes que esgotaram os tratamentos curativos possíveis, viria a completar a missão da instituição;
  • Em 1999 o Serviço de Cirurgia introduz a técnica “Biopsia excisional estereotáxica da mama com cânula site-select (ABBI);
  • Em Setembro de 2000 o IPOCFG, E.P.E. adere voluntariamente ao projecto de acreditação da instituição pelo King’s Fund Health Quality Service, por força do protocolo existente entre o Ministério da Saúde (Instituto da Qualidade em Saúde) e aquela entidade;
  • A 25 de Maio de 2001 é inaugurado o novo edifício que integra, para além da já referida Unidade de Cuidados Paliativos, uma estrutura hoteleira inserida em meio hospitalar, capaz de proporcionar o conforto de estrutura idêntica em contexto de mercado, áreas destinadas à Farmácia, Investigação e Registo Oncológico Regional, mais consentâneas com as exigências actuais;
  • Também as áreas industriais como a cozinha, rouparia e armazéns puderam ver melhoradas as respectivas instalações e responder, de um modo mais eficaz, às solicitações dos serviços utilizadores.
2002 – 2008
  • Em 2002 concluem-se as obras de adaptação do espaço que daria lugar ao Serviço de Medicina Nuclear, fundamental para o desenvolvimento estratégico da instituição. O serviço, que engloba as vertentes de diagnóstico, tratamento e internamento, traduz-se numa mais valia para os doentes do IPO de Coimbra que deixaram de ser referenciados para o exterior e passaram a contar com um atendimento mais célere;
  • Em finais de 2002 o Serviço inicia a sua actividade nas vertentes de diagnóstico e terapêutica e, em 2003, com a abertura do internamento, o serviço entra em pleno funcionamento;
  • Ainda em 2002, no âmbito da intervenção operacional da Saúde – Saúde XXI,o Serviço de Imagiologia procede à digitalização do arquivo radiológico – Sistema de Imagem Digital (PACS) e, nessa sequência, adquire-se o Sistema Digital de Mamografia em 2003;
  • A instituição vê aprovadas mais duas candidaturas apresentadas ao Gabinete de Gestão do Saúde XXI – Intervenção Operacional da Saúde, com vista à modernização do Departamento de Radioterapia.
    • Em 2004:
      • Para aquisição de equipamento e remodelação das áreas de tratamento;
    • Em 2006:
      • Para a remodelação do internamento.
  • Em 2004 o Serviço de Radioterapia inicia o tratamento de estadios iniciais de neoplasias da próstata através de técnicas intersticiais de braquiterapia com sementes radioactivas de Iodo – 125 (125I) em Junho de 2004. Desde então, esta modalidade terapêutica conheceu duas fases distintas: até Fevereiro de 2006 foi utilizado o método de pré-planeamento intra-operatório; desde Março de 2006 o método de planeamento é designado por tempo real.
  • Em Dezembro de 2005 a instituição é notificada da decisão do comité da acreditação do Health Quality Service (HQS) de que o IPOCFG, E.P.E. tinha atingido a acreditação total.
  • Em 2007 o Serviço de Radioterapia disponibiliza as técnicas de radiocirurgia e radioterapia estereotóxica fraccionada.
  •  Em 2007 é também aprovada a vacina contra o Papiloma Vírus humano (HPV), em cujos estudos o Serviço de Ginecologia participou.
  • Ainda em 2007 o Serviço de Imunohemoterapia obtém a certificação de qualidade, após auditoria conduzida pela Bureau Veritas Certification, declarando a conformidade do sistema de gestão do serviço com os requisitos da norma NP EN ISO 9001:2000.
  • Em 2008, o Serviço de Radioterapia, em colaboração com o Serviço de Imagiologia, experimentou consideráveis melhorias nos procedimentos a efectuar na braquiterapia ginecológica através da utilização da ressonância magnética disponível na instituição desde Abril de 2007.
  • Em 2008 0 Serviço de Radioterapia avançou com o tratamento de neoplasias do recto com braquiterapia e a actividade terapêutica na unidade de PDR instalada em 2007.

Missão

O IPOCFG, E.P.E., tem a missão de desenvolver acções nos domínios da prestação de cuidados de saúde, da prevenção primária e secundária, da investigação, da formação e ensino oncológicos, do rastreio oncológico, do registo oncológico e da colaboração na definição e acompanhamento de execução da política oncológica nacional, constituindo-se como uma instituição de referência para os cidadãos que serve e para os serviços de saúde.

No domínio da prestação de cuidados de saúde em oncologia, o IPOCFG, E.P.E., responde às necessidades da população da área de influência da Administração Regional de Saúde do Centro, sem prejuízo de corresponder ao direito de liberdade de escolha dos cidadãos de outras regiões e satisfazer a procura a nível nacional, nas áreas de prestação de cuidados de saúde em que detém exclusividade ou se torne necessário.

O IPOCFG, E.P.E. articula-se com os Institutos de Oncologia de Lisboa e Porto de Francisco Gentil, através da comissão coordenadora, que integra o grupo técnico de acompanhamento da política de saúde oncológica e do Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas, criado nos termos do n.º 10 do Despacho n.º 19123 (2.ª série), do Ministro da Saúde, publicado no Diário da República de 2 de Setembro.

Visão

O IPOCFG, E.P.E., tem por objecto principal a prestação de cuidados de saúde em oncologia, designadamente aos beneficiários do Serviço Nacional de Saúde e aos beneficiários dos subsistemas de saúde, ou de entidades externas que contratualizem a prestação de cuidados de saúde, e a todos os cidadãos em geral.

O IPOCFG, E.P.E. tem também por objectivo participar na formação de profissionais de saúde, de acordo com a sua capacidade formativa, conceber e desenvolver projectos e programas de investigação, formação, ensino e rastreio oncológicos, organizar e publicar o registo oncológico regional, bem como dar contributos para a definição e acompanhamento da execução da política oncológica nacional.

Valores

A estrutura e a organização da actividade do IPOCFG, E.P.E. são definidas em função da dignidade humana e interesses dos utentes, numa perspectiva de promoção da saúde da comunidade e de satisfação das necessidades individuais de saúde.

No desenvolvimento da sua actividade, o IPOCFG, E.P.E. pauta-se pela prestação de cuidados de saúde de qualidade, acessíveis e oportunos, pela eficácia e eficiência técnica e económica, pela melhoria e actualização contínuas e pelo cumprimento dos compromissos assumidos nos contratos-programa.

No que respeita à gestão de recursos humanos, o IPOCFG, E.P.E. define a estrutura e organiza a actividade em função da promoção da qualificação profissional, científica e técnica dos trabalhadores, da cultura da excelência e do espírito de equipa.

A estrutura organizacional do IPOCFG, E.P.E. assenta numa tipologia tripartida em Serviços de Prestação de Cuidados, Serviços de Suporte à Prestação de Cuidados e Serviços de Gestão e Logística.

As principais características encontram-se na área correspondente aos Serviços de Prestação de Cuidados, onde emerge uma estrutura departamental que envolve a totalidade dos serviços existentes. Os cinco Departamentos do IPO de Coimbra, agregando diversos serviços ou tecnologias complementares entre si, visam proporcionar uma resposta multidisciplinar, flexível e integrada às exigências da prestação de cuidados e à prossecução de objectivos comuns.

Um dos princípios subjacentes a esta fórmula organizacional é o da contratualização interna. Para suporte à execução dos objectivos departamentais estipulados, a cada departamento corresponde um nível intermédio de gestão. Esta estrutura tem como função central, no âmbito da estratégia institucional definida pelo Conselho de Administração, auxiliar a direcção do departamento no cumprimento das metas assistenciais definidas. O referido apoio traduz-se num contínuo de informação respeitante aos recursos utilizados, bem como aos resultados de produção conseguidos. Como parte integrante do quadro de funções desta estrutura estão ainda o papel de interface com os diversos serviços de suporte à prestação de cuidados e de gestão e logística, bem como o de assumir a responsabilidade de ser o interlocutor central entre o Departamento e o Órgão de Gestão.

Órgãos, Departamentos e Serviços do IPO de Coimbra

ÓRGÃOS SOCIAIS

Conselho de Administração

Dra. Maria Margarida Torres Ornelas, Presidente
Dra. Ana Filipa Horta de Oliveira Cardoso Pais, Diretora Clínica
Dr. Luís Miguel Santos Filipe, Vogal Executivo
Dra. Maria do Rosário Simões Rodrigues Velez Reis, Vogal Executiva
Enf.º António João Mendes Moreira, Enfermeiro Diretor

Fiscal Único

Cravo, Fortes, Antão & Associados,SROC n.º87 representada por: Dr. Avelino Azevedo Antão, ROC n.º 589, conforme Despacho SEATF n.º 1520/2016 de 29 de dezembro.

ÓRGÃOS GARANTÍSTICOS

Auditor Interno, Dr. João André Santos

Gabinete do Cidadão, Dr. Pedro Filipe Simões, Coordenador

Serviço de Saúde Ocupacional, Dr.ª Branca Carrito

SERVIÇOS e DEPARTAMENTOS

Organograma do IPO de Coimbra
Regulamento Interno do IPO de Coimbra